Sobre se livrar do que te faz mal

18.2.17
Oi, gente! Sei que sumi e queria contar um pouquinho sobre o motivo desse sumiço numa forma de desabafo, como vocês gostaram tanto dos últimos textos e eu não achei um jeito melhor pra externar isso, aqui vai um textinho simples, mas que conta muito sobre o porquê fiquei afastada daqui nesses últimos dias.
Hoje as horas voltam a passar, parece que o relógio voltou a funcionar e que as coisas começaram a dar certo de novo, quanto tempo eu perdi? Um mês, um semestre, um ano? Quem é que tá contando agora? Parece que eu dormi durante esse tempo todo dentro de um pesadelo, dentro de um inferno particular, com todos os monstros e males que você possa imaginar ou não, até porque era o meu inferno e a gente tende a criar medos bizarros que muitas pessoas não são capazes de entender, porque não são só os pesadelos que são assim mas os transtornos psicológicos também, você parece que tá o tempo inteiro querendo acordar de um pesadelo ruim e quando conta pras pessoas sobre, elas olham com uma cara esquisita de "Acho que você é louca" e muitas vezes nem são capazes de opinar por achar que seus medos, suas angústias e anseios são bobeira. 
Na verdade esse texto não é muito para tratar sobre eventos ruins, mas sobre como sair deles, não sei muito bem como contar isso pra vocês mas estava vivendo realmente dentro do meu próprio inferno que aos olhares dos outros parecia o maior drama do mundo e é duro perceber que as pessoas não conseguem te levar a sério justamente no momento que você mais precisa, quando as mãos suam, a respiração falha e a mente começa a te pregar peças. Eu demorei pra acreditar nisso e durante muito tempo caí na minha própria paranoia de "Isso é só uma fase" ou "Você só esta estressada" e deixei a situação se agravar; Ensaiei milhares de vezes na frente do espelho de como me livrar da situação principal que me preocupava e me entristecia tanto, porque nesse caso felizmente ou infelizmente eu tinha total certeza do que era o estopim pra tanta tristeza, foi difícil porque eu já sou péssima em dar um basta nas coisas, não sei lidar, não sou muito boa em decidir se quero acabar com algo porque apesar de não ser de libra eu sou muito indecisa e com a cabeça me pregando peças foi ainda mais difícil, mas eu consegui. Tirei coragem de onde não tinha naquele momento e consegui, com medo, relutante e na angústia das coisas nunca mais voltarem a dar certo, eu dei um basta naquilo que me fazia mal e quer saber de uma coisa? Foi a melhor atitude que eu tomei durante esse tempo, foi libertador, foi como se eu tivesse me desprendendo de um mar de coisas ruins que só me ancoravam pra baixo e me prendiam no fundo. 
Eu me senti livre de novo, como um pássaro em um gaiola que é solto pela primeira vez. Eu precisava disso mais que tudo, precisava saber que eu era capaz de fazer qualquer coisa e foi assim que e eu me senti, não precisou muito e as coisas começaram a fluir de novo e a angústia e o medo e a mente pregando peças parecem que sumiram (por enquanto), assim como a tristeza, assim como a vontade de voltar a dormir assim que eu abria os olhos, assim como a vontade de só querer chegar em casa e se isolar do mundo, porque o mundo era incapaz de entender os meus medos, as minhas angústias e as minhas tristezas, assim como o mundo sempre foi incapaz de compreender os meus sonhos e os sonhos das outras pessoas (mas ninguém nunca parou de se arriscar, não é mesmo?), porque o mundo e as pessoas são assim. Foi como sair do pesadelo mesmo já tendo a noção que estava acordada. Ás vezes só nos resta nos desprender do que nos faz mal e se preocupar apenas com a quantidade de possibilidades que a gente tem depois disso  e não com as possibilidades que a gente tinha. 

Desculpem o sumiço, mas entrei de cabeça em uma nova experiência e isso esta consumindo muito do meu tempo, porém estou bem feliz, mas não achei justo não contar pra vocês de alguma forma o que estava acontecendo. ♥

Billie Eilish

8.2.17
A garota de olhos entediados como os da Sky Ferrera, possui uma voz calma que pede descanso. Cantora californiana e dançarina tem sua estréia com um som etério de indie electropop na adolescência. Nascida e criada em Los Angeles, Elish cresceu em uma casa de atores e músicos. Ela começou a cantar no Los Angeles Children's Chorus quando ela tinha 8 anos de idade. Agora na idade de 14, Billie começou a liberar seu próprio material original, produzido e co-escrito por seu irmão mais velho Finneas O'Connell (Of The Slightlys). Com canções como "Fingers Crossed", contando um conto apocalíptico de um surto de vírus e da canção "Ocean Eyes" chamando a um amor perdido, a voz de Billie e perspectiva vagueia muito além de seus anos na sua emoção e poder.




Falando em musica... eis o seu novo Kit de primeiros socorros

1.2.17
Que tal um pouco de música para curar? Curemos então! Conheça o duo sueco de música country folk, as irmãs de Estocolmo Johanna e Klara Söderberg. As Söderbergs têm apenas 25 e 22, mas foi há sete anos que elas surgiram pela primeira vez como estrelas do YouTube. O último álbum do First Aid Kit, Stay Gold é um álbum consistente e enriquecido dono de uma verdadeira reserva material que evoca as dores e dores espirituais dos primeiros vinte anos na linguagem verbal e musical panorâmica do país americano e muito Folk!

O dom mais valioso das irmãs é a voz. A voz da guitarrista e vocalista Klara, de cabelos escuros é severa, leve e pura, com o menor zumbido; A tecladista loira Johanna é mais tem uma voz escura, mais elementar. Quando fecham a quase harmonia telepática em uma Ghost Town totalmente não amplificada, ou em toda a luxúria estridente de My Silver Linning, ou durante o hino arrebatador e oco de Hollow para sonhadores suburbanos, elas banham nossos ouvidos com a harmonia impressionante e única. Incomum no cenário musical atual.

A habilidade da dupla reside na sua habilidade de tecer seus fios vocais em uma tapeçaria folk-pop dourada de beleza consistente, mesmo que os resultados sejam pouco inovadores. O sentimento predominante de arrependimento, estoicismo e sabedoria duramente conquistada é capturado melhor em "Shattered & Hollow", que conclui: "Eu prefiro ser quebrado do que vazio, em vez de se esforçar do que resolver." Abraçando a experiência em todas as suas encarnações espinhosas pode fazer para uma vida complicada, com letras maduras elas seguem passando grandes ensinamentos com melodias emocionalmente envolventes.