9.7.18

Look do dia: Eu nunca me senti tão eu

Eu acho até um pouco engraçado o poder que a moda tem, fico mega chateada quando vejo alguém dizendo que a maneira que a gente se veste não é importante ou é fútil, porque eu discordo totalmente. Eu cresci presenciando minha mãe que é costureira trabalhando com linhas e tecidos e desde muito nova sempre me interessei pelo assunto, de maneira tímida e desestruturada comecei a trabalhar com isso, nunca me sentindo preparada e não entendendo muito bem a maneira que eu deveria exercer meu trabalho, porque pra mim moda sempre significou mais que tendências ou peças desejo, pra mim moda sempre representou arte e como as roupas são capazes de contar um pouco da nossa história.
Consumindo em brechós eu descobri o tal vazio que eu sempre senti exercendo minha profissão, aquele toque que eu sempre sentia que meus colegas "estudados" tinham e eu não, o tal do autoconhecimento é uma ferramenta preciosa mesmo e com ela somos capazes não só de montarmos a nossa própria imagem mas de lermos a dos outros e confirmarmos que moda não é algo fútil, ela é capaz de dizer muito sobre cada um de nós.
Sabe quando você admirou alguém pelo estilo dela e pensou que não teria coragem de vestir aquilo? Você já se perguntou o por quê? Eu digo que meu porquê era medo, eu tinha medo do que iriam pensar, eu mesmo trabalhando com isso passei anos da minha vida apenas vestindo peças que não representavam nada sobre o que eu queria ser naquele momento.
Pode parecer estúpido (espero que não) pra você que esta lendo esse texto mas quando a gente se encontra nas coisas, seja na profissão, na moda ou na vida parece que isso reflete diretamente na nossa perspectiva, na nossa visão das outras coisas. E fala sério, se tem coisa melhor do que se olhar no espelho e ter orgulho de ser do jeito que você sempre quis? A maneira como a gente se veste é um pequeno pedaço de como a gente se enxerga e deixa os outros nos enxergarem.

Look simples mas muito ousado para tudo que eu já usei na vida. Pensei que me sentiria muito extravagante com a meia, mas quando a gente abraça nosso estilo, tudo fica tão confortável.
Camisa: Marisa | Boina: Chapéus 25| Meia: Happy Socks | Saia: Topshop | Sapato: Yellow Factory | Bolsa: Aliexpress
6.6.18

Poltronas decorativas: descubra como usar esses itens para dar mais personalidade aos seus ambientes

Mais do que uma versão compacta dos sofás, as poltronas são excelentes opções para renovar a decoração e dar um toque de estilo ao espaço

Pare por alguns segundos e mentalize a sua sala dos sonhos. Terminou? Bom, se você for realmente um bom amante de decoração, sua ideia de sala perfeita deve ter um dos itens mais cobiçados e incríveis da arte de enfeitar ambientes: as poltronas decorativas.

Confortáveis, versáteis, coloridas e super aconchegantes, as poltronas são uma espécie de sofá unitário com muitos benefícios para o seu ambiente. Sabe quando você está cansado de olhar sempre para a mesma coisa e sente que está faltando um toque especial? Escolher entre as diversas opções de poltronas para sala pode ser uma excelente alternativa para redecorar com muito mais elegância os seus espaços. Separamos algumas informações que podem ajudar a escolher as melhores opções para você! 

O que eu preciso saber para escolher a poltrona decorativa perfeita? 
  • Leve-as para os outros espaços da casa: A primeira coisa a se falar sobre as poltronas decorativas é: deixe o preconceito de lado, abstraia da noção de que poltrona é um móvel pertencente exclusivamente à sala de estar. Justamente por serem confortáveis e cheias de estilo, esse móvel pode ser inserido em quase todos os cômodos da casa, desempenhando diferentes papéis em cada um deles. Uma boa dica é utilizá-las na área externa da casa para criar um ambiente de leitura e também para substituir sua cadeira da penteadeira, já que esses móveis são mais confortáveis e tendem a nos acomodar melhor em situações que exijam muito tempo sentado. 
  • Escolha o tamanho certo: Antes de pensar no estilo da poltrona decorativa para sala você precisa manter os pés no chão e pensar em cada detalhe para evitar compras impulsivas que não atendem às suas necessidades reais. No caso das poltronas, o tamanho é um dos pilares essenciais e precisa ser pensado com atenção, já que é ele que vai ajudar a colocá-la no espaço sem atrapalhar a circulação, além de harmonizá-la com os demais móveis do ambiente. 
  • As poltronas decorativas devem sempre ser posicionadas com cerca de 70cm para a circulação de cada um dos lados, assim as pessoas podem se sentar e se acomodar confortavelmente. Caso você não tenha tanto espaço, é melhor evitar os modelos giratórios e investir em uma versão fixa do móvel, colocando-a, por exemplo, próxima ao encontro de duas paredes. Além disso, esse tipo de móvel não precisa necessariamente seguir o estilo do ambiente, mas deve estar de acordo com o tamanho do restante da mobília, afinal, você não vai querer que pareça que faltou orçamento para comprar o restante dos móveis ou então que você possui uma mini poltrona. 
  • Entenda qual será a utilidade: Se você pensa que as poltronas devem ser utilizadas no ambiente só por serem bonitas, eu tenho algo a informar: você está errado. Muito além da beleza, cada um dos modelos de poltronas tem sua proposta, oferecendo diversas sensações para o usuário. As poltronas decorativas para sala de televisão devem ser reclináveis e confortáveis, já que precisam acomodar o morador durante as maratonas de filmes e séries, não é mesmo? Para a sala de leitura, por outro lado, os móveis devem prezar pela postura ao mesmo tempo que oferecem conforto para os amantes de leitura. Se você possui uma sala de estar ou um hall em casa, a melhor opção é escolher uma poltrona para sala pequena que seja bonita e se destaque ao máximo na decoração. 
  • Saiba o que as informações técnicas estão dizendo: sabe quando você abre um manual cheio de informações e não entende metade do que está sendo dito? Pois é, esse é o grande problema de boa parte das áreas comerciais: fornecer informações com uma linguagem técnica sem dizer com clareza o que aquilo significa. Essa dica é essencial não só para fazer compras do mercado de mobílias, mas para toda e qualquer compra. 
  • No caso das poltronas para sala, há termos como densidade que dizem respeito ao conforto e maciez do assento. Para escolher seu móvel, seja ele uma cadeira, sofá ou poltrona para quarto, a densidade indicada varia de 23 a 28g/cm³, valor que também pode ser representado como D-23, D-24 e assim por diante. 
  • Descubra qual o estilo do seu ambiente: se você pensa que as poltronas são um item moderno, talvez se espante ao saber que esses itens já estavam presentes na mobília das sociedades egípcias antes de Cristo, isso mesmo, há mais de 2.000 anos atrás. Assim, as poltronas participaram de todas as revoluções no mercado da decoração, sendo possível encontrá-las nos mais diferentes tipos, formas e estilos. Defina se o seu ambiente tem uma pegada mais retrô ou moderna. E descubra se você é mais adepto de um visual clássico ou futurista, se curte detalhes vintage mesclados às principais tendências e vá experimentando o que mais convida com você. Cada detalhe conta para decorar o ambiente, mas é importante que todos conversem entre si, desenvolvendo um sentimento de unidade no ambiente. 
  • Solte a imaginação na hora de experimentar cores e estampas: muita gente sabe exatamente como usar uma poltrona, tendo todas as noções de harmonia, dimensão e conforto, mas nem sempre isso é o suficiente. Não há nenhum manual de etiqueta na hora de escolher sua poltrona estampada ou colorida, e seu maior guia nesse momento é o bom senso. Se você tem um ambiente neutro, escolha uma peça totalmente colorida para ganhar destaque e arremate o ambiente com algumas almofadas combinantes sobre o sofá. Caso seja um amante de cores e já possua algumas no ambiente, escolha uma poltrona contrastante ou invista em um ambiente usando técnicas de tom sobre tom. Além disso, sempre é possível manter a neutralidade escolhendo um móvel com pés rústicos combinando com a madeira dos demais. 

 *Esse post foi patrocinado* 
29.5.18

Minha história com cabelo ondulado

Recentemente me perguntaram se eu já tinha passado pela transição capilar, fiquei pensando se eu teria descoberto a curvatura do meu cabelo no caso de ter alisado ele em algum momento da minha vida, respondendo a pergunta: eu nunca passei pela transição capilar, pois, desde muito nova fui ensinada a cuidar do meu ondulado 2A como liso, dessa forma nunca houve uma necessidade tão assustadora em alisar como foi o caso de outras meninas, mesmo quando eu ia em salões eu ouvia que meu cabelo era um "liso rebelde" e eu entendo tudo isso, afinal, toda essa informação sobre curvaturas de cabelos é algo relativamente novo pra nós, cabeleireiros e para as marcas. 
SOCORRO, NUDES
Olhando fotos antigas, dá pra se ter uma noção de que realmente meu cabelo estava longe de ser liso, ele formava ondas tão fechadas que por muito pouco não se pareciam cachos, mas minha raiz, sempre foi lisinha, as ondas só formavam da comprimento pras pontas.
Fui crescendo e minha vó era a pessoa responsável pelo cuidado tanto do cabelo da minha irmã (que realmente é cacheado e na época ela sofria maus bocados porque até mesmo minha avó cuidava dele como estava acostumada a cuidar do meu, ou seja, até então um cabelo liso). Ela penteava meu cabelo com o pente mais fino que tinha e passava apenas óleo, aqueles óleos milagrosos que servem para absolutamente tudo.
Chegou um momento que eu já era responsável pelo meu próprio cabelo e nessa fase eu fazia chapinha sempre que possível, antes de comprar uma eu recorria ao ferro (pasmem!) pra tirar aquela onda enorme que cismava em formar apenas no meio do meu cabelo, eu me sentia estranha, porque nessa época todas as minhas amigas ou tinham o cabelo realmente liso ou faziam progressiva e foi nesse momento que eu me senti mais pressionada por alisar, afinal, era só "fazer um botox para tirar o volume" - como diziam as cabeleireiras.
Quando eu iniciei o blog eu ficava muito frustrada porque sempre achava que meu cabelo tava volumoso e sem forma, mas naquele momento eu realmente percebi que fazer alguma química nunca esteve e nem estaria nos meus planos. Graças a Deus eu nunca tive problemas de aceitação com ele, mesmo rolando o caso do liso indefinido, no fundo eu amava demais meu cabelinho, amava quando ele formava as ondinhas sozinho, quando decidia colaborar e todo mundo me perguntava o que eu tinha feito.
Respondendo novamente a perguntar, eu nunca passei pela transição capilar e não faço ideia do que seja viver com um cabelo que não te representa, não faço ideia do que é sofrer algum tipo de pressão por ter ele natural (porque mesmo ouvindo que devia fazer botox pra diminuir o volume, isso nunca me pressionou efetivamente), não faço ideia do que é viver com 2 ou 3 texturas diferentes, mas queria deixar minha sincera admiração por quem passou por essa etapa.
O que posso dizer sobre meu cabelo ondulado é que eu nunca amei tanto ele como amo hoje, me faz tão feliz ver que sou capaz de ter ele do jeito que eu sempre sonhei na adolescência (mesmo que na verdade eu não soubesse explicar), porque eu já amava ele natural, já amava saber que mesmo em dias que ele não colaborava, era exatamente com ele que eu me sentia representada. Não vou negar, teve um momento ou outro que eu desejei ele de outro jeito, mas pensando hoje eu tenho certeza que foi coisa de fase. Espero que esse cabelinho ondulado, com frizz, rebelde e indefinido seja capaz de expressar quem eu sou por muitos, muitos anos.

E você? Qual a sua história de amor com seu cabelo? Me conta.