A história esquecida das lésbicas em Londres, 1980

22.2.17
Alguns recortes da época
Rebel Dykes, é um documentário de longa-metragem que será lançado em 2017. O documentário é sobre um bando de mulheres kickass, duronas que viveram em Londres na década de 1980. O filme é dirigido por Harri Shanahan e Sian Williams, e produzido por Siobhan Fahey.

Antes de haver ativistas queer¹, antes havia Riot Grrls, havia os Diques Rebelde de Londres. Eram jovens, feministas, anarquistas, punks. Eles foram a primeira geração de sexo degredado, mulheres positivas, e nada tem sido o mesmo desde então.


Este documentário está sendo feito porque a história das Rebel Dykes de Londres dos anos 80 corre o risco de ser esquecida. É apoiado por uma comunidade online ativa de 200+ Rebel Dykes que se lembram daqueles anos e querem que você saiba sobre isso. Elas forneceram imagens, suporte, dinheiro e horas de trabalho não remunerado.


O filme será baseado em entrevistas com as Rebel Dykes originais. Ele usa animação lo-fi e imagens de vídeo recriadas de 1980 para recontar suas histórias. Ele também usa material de arquivo anteriormente não visto do período, incluindo fotografias, zines, música e folhetos. A trilha sonora é do indie feito por mulheres esquecidas e bandas de punk, remixado por Ellyott da irmã George e Night Nurse.

Você pode assistir ao trailer disponibilizado na Vimeo


Queer é um termo usado para designar pessoas que não seguem o padrão da heterossexualidade ou do binarismo de gênero. O termo é usado para representar gays, lésbicas, bissexuais e, frequentemente, também as pessoas transgênero ou transexuais, de forma análoga à sigla LGBT.
Seu significado inicial pode ser compreendido através da história da criação do termo, inicialmente uma gíria inglesa, que literalmente significa "estranho, talvez ridículo, excêntrico, raro, extraordinário". Movimentos homossexuais da época tendiam estar associados ao punk, o que só fortalecia a excentricidade das mulheres lésbicas da época.


Para assistir no Netflix: Série de moda Atelier

20.2.17
Vi um amigo recomendando no facebook e foi inevitável não querer assistir, quando vi que era uma série japonesa/dorama o amor foi ainda maior e a vontade de assistir foi imediata, me encostei na cama e fiquei maravilhada a cada segundo que a série ia passando, me apaixonei pelos personagens de cara e zerei a série em uma noite e um dia, confesso que foi uma decisão um pouco maluca porque depois fico chorosa com saudades da série, se você também é assim recomendo ir com calma, já que se trata de uma série de apenas 1 temporada com 13 episódios.
Atelier conta sobre o universo da moda das lingeries no Japão, a trama mostra a história de Mayuko Tokita, uma jovem recém forma que é apaixonada por tecidos desde pequena, Mayuko não é exatamente muito antenada em moda e acaba indo trabalhar no ateliê renomada de Mayumi Nanjo, uma renomada designer que é conhecida por criar lingeries luxuosas e sob medida, assim que Mayuko entra no quadro de funcionários, já é possível notar que mesmo sendo uma garota nova e sem experiência ela tem a coragem que poucos tem pra dizer o que pensa e colocar sua opinião mesmo que amadora em consideração. O dorama é quase uma versão japonesa de O diabo veste prada mas com uma Miranda mais sensata do que malvada hahaha.
É uma série fluída, que não fica muito no clichê mas que segue o padrão japonês de televisão, se você esta acostumado a assistir doramas ou animes provavelmente sabe do que eu estou falando. Tem uma fotografia bonita, que me fazia a todo tempo pensar no glamour e na elegância do público alvo que o atelier Emotion queria transmitir, com tons de marrom, leves nuances de dourado e tons mais quentes.
A série é muito bem construída porque apesar de não ter um objetivo principal explicito te mostra a cada episódio uma evolução considerável dos personagens dentro dos seus cargos na empresa, te mostra de um jeito honesto como fazer uma empresa crescer e como crescer dentro dela. Porém, também mostra um outro lado que conta como muitas pessoas podem ser egoístas dentro de grandes corporações e só pensam em vender mais, acima de qualquer ética ou paixão. Além de tudo é uma série que mesmo pra apaixonados por moda traz a reflexão de como lingeries que apesar de serem peças que ficam escondidas quase o tempo todo, tem um peso enorme sobre quem nos somos e sobre todo o resto, como postura, confiança e conforto.
É uma série que vale a pena e te faz pensar na importância da indústria da moda, te faz ver que não é a futilidade que muitas pessoas ainda insistem em acreditar, esta ligado em contar a história de cada  pessoa um através dela.
Lembrando que é uma série de produção do Netflix para o Japão, então você já pode esperar coisa boa já que eles vem arrasando com cada nova série.
Infelizmente não achei trailer no youtube mas se quiserem ver tem no Netflix, a única coisa que encontrei foi essa chamadinha aqui, sem legenda. Ah! não falei mas a série só esta disponível com legendas em português e com o áudio original (o que eu, nesse caso até prefiro)
E vocês? Gostaram da indicação? Já tinham visto essa série?

Sobre se livrar do que te faz mal

18.2.17
Oi, gente! Sei que sumi e queria contar um pouquinho sobre o motivo desse sumiço numa forma de desabafo, como vocês gostaram tanto dos últimos textos e eu não achei um jeito melhor pra externar isso, aqui vai um textinho simples, mas que conta muito sobre o porquê fiquei afastada daqui nesses últimos dias.
Hoje as horas voltam a passar, parece que o relógio voltou a funcionar e que as coisas começaram a dar certo de novo, quanto tempo eu perdi? Um mês, um semestre, um ano? Quem é que tá contando agora? Parece que eu dormi durante esse tempo todo dentro de um pesadelo, dentro de um inferno particular, com todos os monstros e males que você possa imaginar ou não, até porque era o meu inferno e a gente tende a criar medos bizarros que muitas pessoas não são capazes de entender, porque não são só os pesadelos que são assim mas os transtornos psicológicos também, você parece que tá o tempo inteiro querendo acordar de um pesadelo ruim e quando conta pras pessoas sobre, elas olham com uma cara esquisita de "Acho que você é louca" e muitas vezes nem são capazes de opinar por achar que seus medos, suas angústias e anseios são bobeira. 
Na verdade esse texto não é muito para tratar sobre eventos ruins, mas sobre como sair deles, não sei muito bem como contar isso pra vocês mas estava vivendo realmente dentro do meu próprio inferno que aos olhares dos outros parecia o maior drama do mundo e é duro perceber que as pessoas não conseguem te levar a sério justamente no momento que você mais precisa, quando as mãos suam, a respiração falha e a mente começa a te pregar peças. Eu demorei pra acreditar nisso e durante muito tempo caí na minha própria paranoia de "Isso é só uma fase" ou "Você só esta estressada" e deixei a situação se agravar; Ensaiei milhares de vezes na frente do espelho de como me livrar da situação principal que me preocupava e me entristecia tanto, porque nesse caso felizmente ou infelizmente eu tinha total certeza do que era o estopim pra tanta tristeza, foi difícil porque eu já sou péssima em dar um basta nas coisas, não sei lidar, não sou muito boa em decidir se quero acabar com algo porque apesar de não ser de libra eu sou muito indecisa e com a cabeça me pregando peças foi ainda mais difícil, mas eu consegui. Tirei coragem de onde não tinha naquele momento e consegui, com medo, relutante e na angústia das coisas nunca mais voltarem a dar certo, eu dei um basta naquilo que me fazia mal e quer saber de uma coisa? Foi a melhor atitude que eu tomei durante esse tempo, foi libertador, foi como se eu tivesse me desprendendo de um mar de coisas ruins que só me ancoravam pra baixo e me prendiam no fundo. 
Eu me senti livre de novo, como um pássaro em um gaiola que é solto pela primeira vez. Eu precisava disso mais que tudo, precisava saber que eu era capaz de fazer qualquer coisa e foi assim que e eu me senti, não precisou muito e as coisas começaram a fluir de novo e a angústia e o medo e a mente pregando peças parecem que sumiram (por enquanto), assim como a tristeza, assim como a vontade de voltar a dormir assim que eu abria os olhos, assim como a vontade de só querer chegar em casa e se isolar do mundo, porque o mundo era incapaz de entender os meus medos, as minhas angústias e as minhas tristezas, assim como o mundo sempre foi incapaz de compreender os meus sonhos e os sonhos das outras pessoas (mas ninguém nunca parou de se arriscar, não é mesmo?), porque o mundo e as pessoas são assim. Foi como sair do pesadelo mesmo já tendo a noção que estava acordada. Ás vezes só nos resta nos desprender do que nos faz mal e se preocupar apenas com a quantidade de possibilidades que a gente tem depois disso  e não com as possibilidades que a gente tinha. 

Desculpem o sumiço, mas entrei de cabeça em uma nova experiência e isso esta consumindo muito do meu tempo, porém estou bem feliz, mas não achei justo não contar pra vocês de alguma forma o que estava acontecendo. ♥