Um Lugar Chamado Futuro

9.6.14

Para começar a semana refletindo...

Hoje é meu aniversário e minha mente plana alto, ainda estou na cama e não importa o que eu faça a juventude se esvai do meu corpo. E hoje tenho dezoito, em breve vinte e nunca voltarei para os quinze. O grande problema em questão aqui (dentro de mim e em cima da cama), não é estar envelhecendo ou deixando a infância para trás, é o seguinte: O que fiz até hoje?
O que produzi? O que eu mudaria? O vou fazer? São essas as reflexões que me deixam um pouco angustiada.

Quando tinha meus cinco anos, minha imaginação não tinha limites, eu não me importava em criar expectativas para o futuro, não queria saber se me machucaria depois, eu não cuidava de mim. Eu pulava em abismos entre sofás e não tinha medo, escalava o muro branco no meio do quintal da minha avó e me jogava, era o meu momento garota-aranha do dia. Mas viver, envelhecer, ter todas as expectativas destroçadas me deixou receosa quanto as minhas decisões. Claramente parei de pular sofás, porque fiquei mais alta e provavelmente bateria com a cabeça no teto (isso não seria muito divertido, pode ter certeza), parei de escalar o muro branco porque dois metros e meio de altura tornaram-se nada para mim, e qual é a graça? Qual era a graça em pular aquele muro? Qual era a graça de repetir o mesmo exercício diversas vezes? E depois? Deitar na grama e ficar arquejando até recuperar a estabilidade da respiração pensando no próximo super desafio? 
Deitar na grama, respirar fundo e traçar metas, porque com a idade vem a responsabilidade, e não poderei ser uma criança para sempre.

Se você agora olha para trás e não consegue enxergar nada de bom, nada grandioso ou nada que tenha te orgulhado, cerre os olhos, vamos olhar para os pequenos feitos; aquele teste que você se matou de estudar para recuperar nota, conseguir amarrar o sapato em menos de três segundos (eu nunca consegui, mas eu tinha um amigo que fazia isso e era impressionante), ou até mesmo conseguir organizar o guarda-roupa que há anos você viera se empenhando em botar a ordem! 
Viu as pequenas coisas? Se você foi capaz de obter sucesso nelas, pense grande, pense em possibilidades, pense em tudo que você pode fazer! Claro que o grau de dificuldade vai aumentar, mas quanto mais tentamos, mais aprendemos e crescemos, dessa forma, alguns muros tornam-se nada para nós e nossos grandes objetivos, os espaços entre sofás, inexiste, e ficar velho é só um detalhe. A idade é só um minúsculo detalhe, somos humanos, somos todos capazes de mudar o passado através do hoje, e construir um futuro.

Ainda estou deitada na cama, ainda estou receosa quanto ao envelhecer, mas sei que esse é um pequeno detalhe diante de minha capacidade e que o tempo não pode definir o tanto que posso construir.

Hoje é meu aniversário e meus pés me dirigem rápido para um lugar grandioso chamado: futuro. 

KIM.

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2 comentários :

  1. Que show esse texto!!
    Super me identifiquei.
    Quando eu era criança minha imaginação ia longe também. Hoje estou com 20 anos e olho para trás e não vejo grandes feitos, mas é como diz o texto, vamos olhar os pequenos feitos e pensar que somos capazes.

    www.youngblood.blog.br

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  2. o futuro assusta
    Beijos,
    www.thalitamaia.com

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