Somos Nós E Todo Mundo

9.9.14

....ATENÇÃO! CRIANÇAS SÃO MAIS DESCOLADAS E DECIDIDAS DO QUE VOCÊ! 

Parece que chegamos num momento da vida em que não há individualidade; gostamos das mesmas músicas, dos mesmos estilos, dos mesmos filmes, dos mesmos livros dos mesmos lugares.
Mas é claro que somos influenciáveis! E estamos sendo influenciados, levados, manipulados sem perceber. A questão em pauta não é ser influenciável ou não ser, a questão é não perceber a ocorrência dela.
Enquanto crianças deveriam brindar com copo de leite a inocência, ao invés de comer pressa-de-crescer no café da manhã. Embora seja impossível brindar a inocência sem antes conhecer o lado sujo, o lado agora sujo pelo leite derramado que alguns de nós choramos. Sejamos sensatos, quem não é nenhum pouco nostálgico? Ou quem nunca, nunca, em nenhum momento da vida desejou voltar à infância?

Quando menores, sabíamos exatamente o que originalidade significava, e a resposta não era expressa por palavras, mas pelo nossos próprios meios de expressão e linhas de pensamento: Crianças sabem o que querem, crianças fazem o que querem, crianças são as dependentes mais independentes que qualquer outro adolescente e tudo isso por que? Por que Kim?  Digo-lhe, meu caro leitor, que ainda há doçura no egoísmo infantil, há a preocupação, há emoção bem expressa. Eles vestem o que querem! Por chorarem ao preferir o vermelho ao contrário do rosa, por deitarem no chão do shopping por querer levar para casa um boneco Darth Vader ao invés de uma Barbie. Isso não é imaturidade, chamo isso de correr atrás do que se deseja, tudo bem, que de uma forma exagerada e até ousada, mas eles conseguem, pois não desistem. E se querem chorar, choram! Não guardam as lágrimas até chegar em casa, se trancar no quarto e com as costas coladas na parede escorregando para o chão a medida em que as lágrimas caem.
Não gostamos das mesmas músicas porque a-música-é-legal-demais-para-parar-de-ouvir, mas porque diabos! Ela não para de tocar aonde quer que você vá. Não gostamos dos mesmos estilos por ele ser algo novo diferente, gostamos, pois é o que tá todo mundo usando, e cabe no bolso, tipo ''é o que tem pra hoje''. Não assistimos aos mesmos filmes que todo mundo assiste pelo filme ser uma produção louvável, assistimos porque a mídia está praticamente nos amarrando a uma clássica poltrona vermelha de cinema enfiando as imagens para as córneas! Não lemos os mesmos livros por gostarmos dos mesmos escritores ou por ser um clássico indispensável para o intelecto, lemos, porque vimos a capa legal, o título legal na internet, ou porque é do mesmo escritor de A culpa é do Harry Potter – Jogos de Atena

E não, oh céus, não de novo! Não vamos aos mesmos lugares por nos sentirmos bem lá, vamos por ser o único lugar, ou o mais perto, o mais seguro.
Digo que somos mais todo mundo do que nós mesmos, infelizmente é uma verdade. Somos mais a maioria do que um só, somos uma massa condensada, concretizada, somos padrão, somos o normal, damos, cegamente, a juventude 2000 a morte, por sermos tão iguais.
Nos anos 60 tínhamos os Punks, UAU, quanta audácia, quanta ousadia!
Nos anos 70 tínhamos os Hippies, Relax baby, pensemos em união, em um mundo melhor.
Nos anos 80 tínhamos cores vivas, alegria, megalomania e ninguém achava esquisito.
Nos anos 90 fomos sugados para o básico do jeans, com uma leve influência punk em nossos rasgos e camisas quadriculadas, todo mundo queria aprender tocar guitarra.
Nos anos 00 as coisas começam a perder a vibração... cadê a fluorescência da adolescência?

Agora nos anos 10, somos definitivamente o que pregavam nos anos 70, aquela coisa começada com I... Igualdade. Mas diferente, um igual ruim, igualdade sem individualidade, somos a diferentes olhos, todos iguais.
Estamos sendo guiados por essa onda interativa, até forçada, chamada internet, para padrões: Todo mundo com aquele mesmo corte de cabelo, todo mundo com a mesma música no topo da lista de músicas mais tocadas no celular ou Ipod, todo mundo com a mesma mente cinza, mentes jovens e obsoletas, fechadas para o almoço e sem hora certa para voltar, em meio a multidões, adolescentes com mentes fora do ar, isso me preocupa, que legado cultural iremos deixar? Nossos bisavôs eram mais cool do que nós, e o que somos? Uma geração wigle-wigle? Bem, talvez pior. Meu pedido é uma revolução já! 

Temos que sair de nossas cápsulas e colocar a pele a prova, e iluminar nossas mentes, fazer algo invés de esperar que alguém mais inteligente faça por nós.
Temos personalidade, algo embaixo do plástico-bolha, do embrulho de papel pardo, algo mais além de vidas insignificantes resumidas a Coca Cola e modas virais, temos que ser mais nós do que todo mundo. Além de nosso, ter na mente todo um mundo.

KIM.


Nota: Não encontrei uma imagem que expressasse meu pensamento de forma imediata, então decidi fazer essa colagem, espero que tenham gostado XOXO.

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