Resenha: The Bling Ring - A Gangue de Hollywood

17.10.14

Ao término do filme, quis fazer uma varredura em casas luxuosas da minha cidade e comprar anéis (bling ring), tempo (tic tac) e viver uma grande aventura.
O mais surpreendente de todo o filme, não são as roupas caras, e o alisamento impecável do cabelo dos personagens é saber que tudo aquilo foi real


Sob a direção de Sophia Coppola, filha do também cineasta Francis Ford Coppola e prima do ator Nicolas Cage. Uma artista renomada e premiada que decepcionou um pouco na direção dessa obra.
Temos no elenco Katie Chang como Rebecca Ahn (Rachel Lee) Emma Watson como Nicki Moore, (Alexis Neiers)
Israel Broussard como Marc Hall (Nick Prugo)Taissa Farmiga como Sam Moore (Tess Taylor), Claire Julien como Chloe Tainer (Courtney Ames).

Vivendo rápido, aproveitando ao máximo.
Inspirado em fatos reais, um grupo de adolescentes obcecados por fama iniciado por Rebecca (​a suposta líder), que conhece  Marc logo o cativando com uma doce simpatia, Marc era novo na cidade e como todo estranho no paraíso, sentia-se deslocado, mas com a chegada de Rebecca em sua vida isso mudou, drasticamente , Nicki e Sam irmãs, sendo que Sam é adotada e ambas são educadas em casa com base na filosofia de O Segredo e Chloe uma menina festeira, eles usam a internet, o site da TMZ, especificamente para rastrear o paradeiro de diversas celebridades, a fim de roubar as suas casas.

Marc, o mais sensível da gangue. 
Em suma, The Bling Ring, é um filme de desejos; é vazio. O mais perto que chegamos de um drama é quando Marc fala sobre sua relação com Rebecca, a sua amizade com ela realmente importava para ele. Sophia Coppola ignora toda a seriedade da situação, deixando os personagens insossos, a única diferença desse filme para Palo Alto, por exemplo, é que nós sabemos muito bem onde vai dar, eles serão pegos. Isso é óbvio.

''I think it is ofensive'' 

 Faltou o realce de  toda a ideia em torno do narcisismo e dos reality shows da TV e da obsessão com as redes sociais, tudo pelo qual os jovens dessa geração se mostram obcecados e do modo como são mimados. As tomadas são em sequências de uma reunião na escola ou na praia marcando um encontro, um assalto e em seguida festa com drogas e bebidas.
Marc, Chloe e Rebecca, numa reuniaozinha antes da Party Hard


Eles são mimados. Constantemente dizendo ''Ah, eu preciso de uma Chanel.''  ou ''Vamos às compras!'' sendo que compras significa fazer uma varredura em casas de famosos, entre eles Paris Hilton, Lindsay Lohan e Orlando Bloom.
Não basta ter peças de roupas parecidas, é preciso estar lá no sofá de couro, sentir-se na pele da celebridade. 

Uma produção que tinha tudo para ser fascinante, ressaltando e apresentando os perigos que não só The Bling Ring passava, mas como nós, adolescentes do século vinte e um estamos expostos; sendo cegamente guiados por fortes personalidades no Instagram, Twitter e Facebook, somos influenciados todos os dias e induzidos a ''obter'' tudo aquilo que não precisamos e quem nem achamos legal, que vemos na internet; aquela It Girl supercool, aquela garota que faz vídeos para o seu Vlog no Youtube, mostrando como conseguir o make perfeito para pegar aquele gato. 

Quanto a atuação da Emma Watson (sei que me matariam se eu não falasse sobre isso ou sobre ela.), foi a perfeita patricinha californiana, deixando para lá seu lindo sotaque britânico, foi uma surpresa (o que não deveria ter sido já que E.W é maravilhosa), que adotou uma balançadinha de cabeça com todo o Swag emprestado do Brooklyn, um biquinho convencido irritante que te dá vontade de socá-la... Sim, ela atuou bem.

Quando a amizade vai embora e só resta a memória.
Os personagens, exceto Marc, parecem inconscientes das consequências que aquele tipo de comportamento poderia trazer.
É fácil ser iludido pelo brilho hollywoodiano quando se está em constante contato com a parte da sociedade de grande poder aquisitivo. Infectados pelo ar fascinante de futilidade com a cultura do “eu posso, eu faço”, inconsequente e arrogante

Podemos ver logo nos primeiros assaltos, Rebecca andando na rua de um condomínio com Marc, abrindo portas destrancadas de carros, como quem quer nada para furtar o que quer que esteja lá, desde cartões de créditos até cocaína. ''Ela queria fazer parte daquele estilo de vida, o estilo de vida que todos nós mais ou menos queremos ter" Diz Nick, interpretado no filme por Israel Broussard como Marc Hall. E foi fácil, afinal ninguém se importa tanto com segurança em um lugar tão rico  e, por consequência ilusória, naturalmente seguro. 
Melhores amigas, melhores ''irmãs''

The Bling Ring não mantinha a discrição, saiam invadindo casas quase todas as noites. A ''casa cai'' quando a gangue é capturada por câmeras de segurança na casa da Audrina Patridge (atriz e estrela de Reality), mas as imagens são escuras e não dá para fazer o reconhecimento, dessa forma as imagens são lançadas no jornal local para o pânico de toda a gangue. Alguns piram, mas não são pegos, isso dá à eles e principalmente à Rebecca a ilusão de que tudo ficaria bem, de que não teria problema continuar com o vício e promover assaltos.  

O problema é que a boca deles era grande demais, e que não se contentavam em roubar, tinham que abrir a boca e contar para todos que estiveram na casa da Paris Hilton e que usavam suas roupas. Nisso, e com o pedido de ajuda da polícia para encontrar os criminosos, eles são denunciados e pegos.


PEGOS
Depois de pegos, visto a facilidade que tiveram para invadir casas de famosos e que eram apenas adolescentes usando Louboutains, e passam instantaneamente de delinquentes para famosos.

  
Lembra quando eu disse no início do post de que a história foi real? Dê só uma olhada nos rostos dos personagens reais dessa história.
Confira no Trailer ;)



Músicas Que Deviam Estar Na Trilha Sonora
Love, Money, Party

Ficha Técnica
Data de lançamento4 de junho de 2013 (Los Angeles)
DireçãoSofia Coppola
RoteiroSofia Coppola
Música composta porDaniel LopatinBrian Reitzell
GênerosFilme biográfico, Romance policial, Drama

Ouça a trilha sonora AQUI


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5 comentários :

  1. No final, você gostou ou nãão? Ain meninas assim você me maaata! Adorei saber mais sobre o filme, deu vontade de assistir. E os atores foram bem escolhidos, pelas fotos. A Emma tá linda, muito mais linda que nos outros filmes dela (fora HP, aquela cabeleira linda!) ^^
    Adorei o post, vou indicar no blog!

    Um beijo grandããão!
    Cá do Aquela Princesa

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    1. Cá, tente entender meu lado; é muito complicado dizer se um filme é bom ou ruim, assim, no geral, porque são vários gêneros de filmes. Não sei qualificar esse gênero exatamente como drama ou comédia, porque ele segue um estilo diferente, não tem um roteiro certo, são como tomadas organizadas e transformadas num filme, por isso ele tem esse quê de vazio, não porque o filme é ruim, mas porque esse é o estilo dele.
      Eu gostei do filme, eu ou a maioria gostando ou não, pode ser um bom filme ou um filme ruim. Gostei de The Bling Ring porque ele faz de uma forma implícita uma crítica a sociedade atual e sua influência sobre a juventude.

      Obrigada por ler e comentar, maruja!
      Até a próxima ;)

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  2. Super curtir tua resenha! Muito bem feita!Esse filme ta na minha listinha dos que quero ver muito.
    hahaha eu já esperava uma boa atuação da Emma. Ela é ótima!
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    1. Sim, a Emma é uma diva mesmo, né.
      Obrigada por ler, estaremos sempre com novidades ;D

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  3. Assisti pela Emma e Taissa, agora pretendo ler

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