Aos Nossos Fantasmas

5.11.14
Não consegui creditar a imagem.
...Parte flutuante de sua vida, apenas uma alma perdida em nossas memórias.

Lembremos aquele dia em que minha mãe fez bolo de chocolate com cara amarrada e serviu a você, relutante. Minha mãe dizia ''não gosto dessa menina'' pelas costas quando ela ia embora, cochichos cheios de pragmatismo, profetizando que aquela me levaria para o mau caminho.

Mães! Você tem uma, sabe como é.

Eu e a minha coleguinha não combinávamos nem um pouco, ela gostava de Taylor Swift, sonhar acordada e falar sobre garotos. Eu ouvia Nirvana, pessimista assumida (pseudo-realista) e falar sobre livros. Era um casamento, eu o marido cansado após um longo dia de trabalho e ela era a esposa alegre e elétrica. ''Você não ouviu nada do que eu falei né?!'' , não era bom dia ou tchau que ela mais dizia para mim numa semana, era essa frase aí acima. 

Não importa, realmente não importa como se deu o fim de nossas histórias. A história da vida pessoas que cruzam nossas vidas, que marcam, que riem, que presenteiam nossos dias com momentos insignificantes, no entanto, decisivos, reativos. Depois, tornam-se memórias, mais tarde, fantasmas. Em casos mais graves, tormentos cheios de amargura. 

Somos colecionadores, de dores, amores, lembranças, memórias e fantasmas, somos um álbum recheado de sentimentos, cheiros, imagens e texturas, movidos pelo sangue, protegidos pela pele e sustentados pelo esqueleto, nossa base.

Não deixe os fantasmas do passado abalar sua estrutura, reviva as doces lembranças, mas olhe para
frente. Siga em frente. 

 Ouça



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1 comentários :

  1. Concordo Simone!
    Acho que, na verdade, devemos aprender com os nossos fantasmas.
    Ah, e fiquei curiosa para saber o fim da história =/
    Abraços Mika,
    Pensamentos Viajantes

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