Álbum Review: How Big, How Blue, How Beautiful o Neo Barroco

13.1.16


How Big, How Blue, How Beautiful é o terceiro álbum de estúdio da banda inglesa Florence and the Machine, lançado a 29 de maio de 2015 pela Island Records.

Esse álbum representa nada mais, nada menos do que um exorcismo espiritual, um encontro de de variadas faces, numa inovação melódica abandonando o folk característico até então representando pela arpa, adotando rifs de guitarra presenteando o álbum nesse novo estilo Rock e uma presença maior da bateria. É um álbum tão grandioso, tão azul, não que signifique tristeza, mas tão bonito, fazendo-nos esquecer dos Sete Demônios (Seven Devils - música) de Lungs(álbum), e daquele que puxava nosso pé enquanto dançávamos em Shake It Out em Cerimonials(álbum). Está claro como o céu, os dias de cão estão definitivamente acabados. 
Estou feliz que você está ao meu lado
Atendendo a expectativas e surpreendendo fãs e até mesmo aqueles que não conheciam a banda ainda, o terceiro álbum alcançou primeiro lugar em cinco países, entre eles, Estados Unidos, Irlanda e Austrália. 
A poesia, a escrita, a marca da Florence não foi perdida. A essência continua forte e presente desde a dançante Ship To Wreck à calma St. Jude que é composta por uma prece. Esse trabalho da Florence And The Machine é o mais intenso até agora, podendo ser notado pelos videoclipes abertos a críticas e interpretações diversas, é apresentado a nós, ouvintes, como uma nova religião, a dança teatral, a expressão corporal como resultado das notas vibrantes penetrando os ossos. 

Nós abrimos a porta, agora está tudo vindo através dela
São verdadeiras obras de artes divididas em capítulos de aproximadamente seis a nove minutos, que parecem ter sido gravadas em apenas um ou dois takes, sem edição notável, sem figurino exagerado como em Spectrum ou No Light, No Light. Se for bem observado, parece que a Florence morre no acidente em What Kind Of Man, se perde em St. Jude, enlouquece em Ship To Wreck, se perde em Queen Of Peace, Long & Lost encontra uma imensa confusão em Delilah, mas no fim, retorna ao teaser de  How Big, How Blue, How Beautiful. O suposto Nirvana. 
E cada horizonte foi como um beijo nos lábios
Uma luta. Uma batalha fantástica é travada em Wich Witch depois da confusão provocada em Various Storms & Saints. Delilah é o brado da liberdade e a faixa título, How Big, How Blue, How Beautiful é um convite a essa libertação espiritual de que tanto falo. 
Há um momento em que a banda deixa de ser Indie para Pop, as canções da Florence and The Machine nunca teve um alcance tão grande. É o resultado de um bom trabalho. É a recompensa depois de dois anos aguardando por conteúdo novo. O Pop Barroco se funde com as cordas de guitarra dando vida a uma nova esfera, um Neo Barroco, talvez. 

''Tanto tempo no outro lado
Esperando você acordar
Talvez te veja em outra vida
Se essa não tiver sido o suficiente

Tanto tempo no outro lado''

O Material está disponível online no Spotify, em Vinil e CD.

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2 comentários :

  1. Ai , Florence é demais né ? linda e manda muito ! Seu blog também é top , amei de coração , beijos maite
    http://maiteaissa.com/

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  2. Pirei no review! Ficou maravilhoso e eu, fã da Florence, entendi e refleti mais sobre o álbum. Amei :)

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