Entrevista com VAARWELL diretamente de Portugal!

17.2.16


Vaarwell é uma banda de indie pop fundado em Lisboa no final de 2014 por Margarida Falcão, Ricardo Nagy e Luís Monteiro. Em Novembro, o single “Perfectly Fine” estreou exclusivamente na muito na renomada Stereogumum dos primeiros blogs de MP3, que foi ao ar pela primeira vez na web em 2002. O blog regularmente apresenta artistas desconhecidos, que acabam por se tornar sensações no mainstream, tal como aconteceu com a banda Vampire Weekend, recomendada pelo site em 2007O primeiro disco do grupo está previsto este ano de 2016 e as expectativas são grandes.

Gentis e simpáticos a banda cedeu um pouco do precioso tempo deles para responder as nossas perguntas, prontos para conhece-los melhor?!


Agridocecereja: Como vocês se conheceram e de onde veio a ideia de fazer uma banda? São tempos difíceis para quem está entrando no mercado da música agora, é necessário além do talento, muita coragem para isso.
Vaarwell: Nós conhecemo-nos na escola porque estávamos na mesma turma num curso de produção musical. Com o tempo apercebo-nos que queríamos trabalhar em conjunto e o nosso EP foi fruto disso mesmo. Não acho que seja preciso coragem para lançar um projeto musical se tiveres alguma confiança nele.
Agridocecereja: Pelo que conheço sobre vocês até agora, e isso é bem pouco, haha. Vocês trabalham de forma independente, se consideram uma banda indie ou estão aí na batalha, em busca de um selo para serem lançados no mercado?
Vaarwell: Nós trabalhamos de forma independente no sentindo em que não temos uma editora grande a financiar-nos/ a trabalhar connosco
(Trabalhamos com uma pequena e optima agência).
Temos ambição e estamos, claro, como a maior parte dos projectos profissionais, em busca/ atentos às melhores oportunidades para nos lançarmos bem no mercado.

Agridocecereja: ‘’Love and Forgiveness’’ primeiro lançamento, é um EP, certo? Ou serão lançadas mais faixas? Ando acompanhando vocês pelo youtube e spotify, o conteúdo que falta em um encontro no outro.
Vaarwell: O EP "Love and Forgiveness" foi o nosso primeiro trabalho e a nossa primeira experiência enquanto banda. Estamos agora a compor mais canções para o nosso próximo lançamento e estamos a ficar muito satisfeitos com o resultado!
Agridocecereja: Quero falar sobre Branches. Uau que música! Que letra! Com certeza é a pérola do álbum. A melodia é doce na medida certa, até chega ser nostálgica. O que essa música significa para vocês como banda e compositores?
Vaarwell: A música para nós enquanto banda representa a nossa introdução ao mundo pois foi o primeiro single que lançamos.
Esta canção é uma interpretação da personagem principal do clássico americano O Apanhador no Campo de Centeio.

Agridocecereja: ‘Hope’ é a faixa pensante do EP, é aquela que nos faz refletir com a melodia e a letra, pensar no passado. Vejo muita agressividade na música atual, gosto disso, mas vocês trabalham com a calmaria, a tranquilidade e equilíbrio, o que é admirável. Fica por parte de quem a composição da letra e a melodia?
Vaarwell: Quando estamos a compor temos uma forma muito parecida, de musica para musica, de fazer as coisas: A Margarida fica encarregada da letra, melodias e arranjos vocais; O Luís faz arranjos de baixo; O Ricardo compõe com as guitarras e os arranjos dos restantes instrumentos (à exceção de bateria).
Agridocecereja:‘’Vaarwel’’ significa adeus em holandês, vocês sabiam disso ao pôr o nome na banda? Se sim, por que adeus? Soa tão rápido para mim, como se a passagem de suas músicas fosse temporária.
Vaarwell: Sim, sabíamos! Na verdade este nome surgiu após varias tentativas de chagarmos a algo de que todos gostássemos. Chegamos a ter um mês com reuniões todas as semanas para discutir ideias para um nome. Após uma pesquisa de palavras “random” no google tradutor acabamos por chegar a “vaarwel” e foi só acrescentar mais um “L” para ficar mais bonito.
Agridocecereja: Com certeza o ''L'' a mais deu o toque que vocês queriam. E vocês são tão jovens! E já se ariscando nesse mundo musical desigual... Possuem grandes expectativas para o trabalho de vocês ou vocês fazem o tipo mais ‘’pé no chão’’, centrados, que aproveitam as oportunidades quando aparecem, não correm muito atrás?
Vaarwell: Nós temos ambições para o nosso trabalho mas estamos sem duvida com os pés fixados na terra. Se surgirem boas oportunidades com certeza que as iremos aproveitar!
Agridocecereja: Conheci vocês pela Tradiio, como funciona isso? Vocês foram descobertos, se inscreveram, enviaram uma mixtape como antigamente? Como isso ocorreu?
Vaarwell: Para ter uma musica na Tradiio basta fazer o upload no site. É um conceito muito interessante no qual o artista pode ganhar prêmios como gravações de musicas, videoclipes etc.
Agridocecereja: Baixo, guitarra, bateria uns teclados no cover ‘’Hotline Bling‘’ do Drake, recursos comuns e simples para produzir música. Foi algo que vocês escolheram ou simplesmente criam a partir desse material por afinidade com os instrumentos? Pergunto isso pois tem sido cada vez mais comum a inserção de melodias sintéticas em músicas indie.
Vaarwell: Apesar termos instrumentos que se mantêm muito presentes nas nossas musicas, gostamos da ideia de não estarmos demasiado presos a uma sonoridade muito específica e de experimentar texturas e novos sons.
Agridocecereja: Há alguma personalidade por trás de cada um de vocês? Algum artista plástico, cantor, compositor, escritor?
Vaarwell: Todos temos influencias de vários artistas de varias áreas mas não temos apenas uma personalidade por trás de cada um. No caso da Margarida: toda a sua família, que é muito grande, é muito ligada à musica (meu pai incluído) e a minha mãe é artista plástica.
Agridocecereja: Gostei da capa do álbum, simples, bonita, como um sonho prestes a nascer. A foto foi vocês que fizeram? Notei uma figura humana encostada num carro na esquerda.
Vaarwell: A fotografia foi tirada por um amigo da banda, Pedro Marques Pereira no Algarve. Gostamos imenso do trabalho dele como fotografo e achamos que a fotografia se adequava à mensagem que queríamos passar.
Agridocecereja: É uma curiosidade particular, e uma besteira porque acho que sei a resposta. Porque cantam em inglês e não em português?
Vaarwell: Acho que é uma questão de hábito. Quando conhecemos a Margarida ela cantava em inglês e era como se sentia mais confortável a escrever e como não sentimos necessidade de cantar em português, assim se manteve.
Agridocecereja: Estamos no início de 2016, quais são os planos para cada um de vocês e para a Vaarwell?
Vaarwell: Estamos agora preparando um single, temos planos de gravar um disco de longa duração e fazer muitos concertos.


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1 comentários :

  1. Amei a entrevista.

    http://alinesecretplace.blogspot.com.br/

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