Purity Ring, embarcando numa nave rumo ao future-pop

24.2.16

A sonoridade do duo canadense Purity Ring resume-se a eletricidade do submundo alternativo chamado de Future-Pop, uma junção do Synth-pop mais moderno com trance que são progressões durante a composição, seja de forma crescente ou apresentando quebras, no caso deles, muitas quebras. Embalado em Witch House, um gênero de música eletrônica que surgiu lá por 2000 dando batidas e parafusos de hip-hop pela primeira vez a músicas sintéticas. 

O Purity Ring nasceu de um experimento sonoro entre R&B e Hip-Hop por parte de Corin Roddik e veio de encontro a voz macia da Megan James quando convidada a cantar apenas uma faixa do que Corin estava criando assim, em junho de 2010 o duo ganhou vida, mas só vieram a lançar um álbum em 2012 pelo selo da gravadora 4AD



Que resultou em Shrines, que parece inconsistente, ainda em fase experimental, um álbum com poucas melodias memoráveis mas três faixas que foram suficientemente boas para atingir e cativar um publico em especial, são elas Fineshrine, que possui um videoclipe curioso e uma letra incrível. Obdear que mais parece uma prece aos céus e  Lofticries  que narra fraquezas humanas enquanto escorre junto a água da chuva. 

''Eu cortarei os suaves bolsos, deixe sangrar
Ao longo dos penhascos que você deixa
Para observar e não esquecer quais pés estão
Espalhando fios de trovões sobre mim
Que eu talvez veja com o meu peito, e afunde
Nas bordas ao seu redor
Nos lagos e pedras que beiram
Em todas as bordas ao seu redor, ao seu redor''
FIRESHINE


Voz notável de Megan é ao mesmo tempo em êxtase, etéreo, subindo alegremente através de batidas cuidadosamente picadas de Corin, tremendo em notas sintéticas, em enviesadas amostras vocais.
a sua produção melódica é exuberante, futurista e sofisticada, mas também como intocada como qualquer porcaria pop jogada por aí.  O desempenho do Purity Ring é uma sinestesia que transcende as armadilhas associadas frequentemente com a música eletrônica ao vivo. Claro, talvez a coisa mais emocionante sobre o duo seja o sentido primordial das inovações de performance ao vivo e o seu trabalho excepcional é apenas o início de uma mistura química notável, há a certeza de ter muito mais por vir - futuro pop, em todos os sentidos da frase.


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5 comentários :

  1. Nossa que legal! Não conhecia!

    http://meubaudeestrelas.blogspot.com.br/
    https://www.facebook.com/blogmeubaudeestrelas/

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  2. Gostei do som.

    http://alinesecretplace.blogspot.com.br/

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  3. Eu sou viciada em HipHop e estou fazendo um projeto de 52 álbuns para ouvir em 2016... Acho que esse som vale a pena!
    Tão ganhando espaço artistas como a Mo e o Chet Flaker!

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    Respostas
    1. Mo é demais! Vou ver se faço um post falando sobre ela

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  4. Gosto de ouvir músicas meio assim quando preciso trabalhar mais focada =D

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