Resenha Literária: Eu Estive Aqui

13.4.16

★★
FICHA TÉCNICA
Título: Eu Estive Aqui
Título Original: I Was Here
Autora: Gayle Forman
Nº de páginas: 240
Editora: Arqueiro

Ano: 2015


Quando sua melhor amiga, Meg, toma um frasco de veneno sozinha num quarto de motel, Cody fica chocada e arrasada. Ela e Meg compartilhavam tudo... Como podia não ter previsto aquilo, como não percebera nenhum sinal?
A pedido dos pais de Meg, Cody viaja a Tacoma, onde a amiga fazia faculdade, para reunir seus pertences. Lá, acaba descobrindo muitas coisas que Meg não havia lhe contado. Conhece seus colegas de quarto, o tipo de pessoa com quem Cody nunca teria esbarrado em sua cidadezinha no fim do mundo. E conhece Ben McCallister, o guitarrista zombeteiro que se envolveu com Meg e tem os próprios segredos. 
Eu estive aqui é Gayle Forman em sua melhor forma, uma história tensa, comovente e redentora que mostra que é possível seguir em frente mesmo diante de uma perda indescritível. Porém, sua maior descoberta ocorre quando recebe dos pais de Meg o notebook da melhor amiga. Vasculhando o computador, Cody dá de cara com um arquivo criptografado, impossível de abrir. Até que um colega nerd consegue desbloqueá-lo... e de repente tudo o que ela pensou que sabia sobre a morte de Meg é posto em dúvida. 

Gayle Forman, autora
Forman possui uma escrita que sempre pende para questões que vão de encontro com a morte. No caso de Eu Estive Aqui, o tema tratado é o suicídio, não do ponto de vista do suicida, embora haja trechos que apresentam a relação de Meg Garcia com seus planos suicidas e seu estado espiritual. Trata-se de amizade, perdão e família. É um livro direto e constantemente apontado como sem profundidade. 

Oh god! Como eu gosto desse título!

Um dos maiores trunfos é com toda a certeza o mistério que se dissolve em meio as frases provocando o desejo iminente no leitor de terminar o livro a fim de descobrir o porquê do suicídio, uma vez que Meg era uma garota incrivelmente brilhante, 
inteligente, criativa, carismática e inconformista, sua personalidade não condizia com alguém que sofria problemas psicológicos, muito menos de alguém que teria a coragem de interromper a própria vida, a partir desse ponto Cody, sua melhor amiga entra numa estrada incerta em busca de respostas que preencham as lacunas sobre a morte de Meg. 

Uma das características de Cody, é que ela não é pintada como a amiga que sofre e chora rios e mares sob o corpo da amiga, não, Cody é o tipo de moça durona do interior que se protege com seu sarcasmo cortante e arrogância, isso traz um certo conforto a leitura, pois, o tema já é complicado de ser tratado, ainda mais sendo direcionado para o público jovem, a literatura deve ser tratada com cuidados especiais. 

Existe uma raiva em Cody que pode ser traduzida como um egoísmo, justificável até, já que Cody nunca teve uma família presente, apenas sua mãe, Trícia, que é tudo menos uma mãe. Então ela vivia na casa dos Garcias, a família de Meg, desde a infância, o que torna a trama mais intensa, tanto pelo apego emocional a longo prazo, quanto a delicadeza do assunto tratado. 



Com um enredo arquitetado com simplicidade, a autora não nos atrasa com rodeios desnecessários, o livro em seus aspectos atende as demandas e necessidades que ele mesmo cria, portanto fique atento aos detalhes, eles serão explorados e reutilizados ao longo das páginas. O livro me surpreendeu, basicamente porque eu não queria lê-lo devido a minha decepção com Se Eu Ficar (Obra da mesma autora de Eu estive aqui), que considerei uma perda de tempo. Não acho justo comparar livros, mas já que ambos tratam de assuntos semelhantes e foram escritos pela mesma pessoa, acho que tenho o direito de dizer que Eu Estive Aqui é melhor que Se Eu Ficar.

Segundo Forman, o livro foi inspirado em uma moça chamada Suzy Gonzales que também havia cometido suicídio e assim como Meg, sofria de depressão. Esse caso em especial chocou a autora que queria falar sobre o assunto de alguma forma, a partir daí nasceu Eu Estive Aqui, uma história sobre perdas, sobre marcas, marcas da vida e nas pessoas que ficaram quando ela foi embora.
Aí a pessoa põe o dedo enorme em cima do título

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1 comentários :

  1. Menina, eu AMEI Se Eu Ficar.
    E me fez chorar bastante rs mas a história tem todo um apelo pra mim, por coisas que já aconteceram. Mas fiquei surpresa se saber que você se decepcionou.
    Mexeu tanto comigo, que fiquei tempos sem ler outro livro depois rs

    Eu tinha visto Eu Estive Aqui em uma livraria e me interessei bastante, gosto bastante da autora. Mas fiquei meio traumatizada com o tema morte tratado por ela. Mas fiquei com vontade de ler pra saber mais, depois da resenha.

    Beijos
    A Mente Transborda
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