Que tal uma pausa para o lanche? Entrevista com BRVNKS

26.5.16

Esse projeto incrível cheio de personalidade que brotou num dos lugares mais improváveis, mas nem tanto, se tomarmos Goiás como um polo musical, o berço de boa parte dos músicos brasileiros, o que surpreende aqui é o estilo escolhido, essa pegada alternativa no sentido mais puro da palavra, onde melodias estendem uma mão de cheddar numa viagem a um universo alternativo com cheiro de batata frita. 


O nome dela é Bruna Guimarães e com apenas vinte anos estreia no cenário musical com o seu primeiro EP, intitulado LANCHES, com cindo faixas gostosinhas Para se dançar e curtir o fim do dia. 


Agridocecereja: Olá Bruna. Eu juro que gostaria de iniciar essa nossa troca com outra pergunta, mas isso não tem saído da minha cabeça desde o momento que conheci o seu trabalho; por que BRVNKS? Como se pronuncia isso? 

BRVNKS: Se pronuncia Brunks ("Brun-cs") mesmo. Esse sempre foi meu apelido desde o orkut, tinha pensado em outros nomes mas decidi ser eu (risos)

Agridocecereja: É interessante esse ingresso brasileiro no filme do indie alternativo, não temos grandes representantes, apenas alguns projetos que não crescem muito. Como ocorreu a escolha do estilo musical?
BRVNKS: Na verdade eu sempre vi bastante coisa alternativa por aqui, mas tem que fuçar. Não é algo que toque na malhação hehe. Eu sempre ouvi esse tipo de som e foi meio que natural fazer música nesse estilo. 

Agridocecereja: Hoje, temos muitos cantores jovens reanimando a MPB, como Malu Magalhaes, Rubel, Idrocor, mas você optou por um estilo internacional, porque cantar em inglês? Algum motivo em especial?
BRVNKS: A língua é parte da estética do som né? Cada língua tem uma sonoridade, e pro som que eu faço o inglês é o que cabe melhor mesmo. Sem contar que sou bem ruim pra escrever coisas em português e acabo parecendo uma criança fazendo redação. haha

Agridocecereja: As letras que você compõe são de fato fucking creepy, divertidas e estranhas uma mistura adorável e sincera que as pessoas estão tendo acesso agora, posso citar Allie X e Melanie Martinez como duas personalidades que arriscam produções ousadas. Como ocorre esse seu processo de produção? É necessário algo além de um bom lanchinho? 
BRVNKS: Na verdade eu escrevo coisas que aconteceram e tento achar fatos que combinem um com os outros, e cada letra tem um tema, uma história, mas nada muito difícil de entender. É bem literal. Só ficar sozinha ou sem nada pra fazer que eu pego um caderninho e sai rapidão alguma coisa.

Agridocecereja: Ok. Eu não sou musicista, não toco nada na realidade, mas compreendo um pouco da parte técnica da coisa. Sei que toda música pode ser despida e tirar da sua espinha dorsal a sua identidade, absolutamente todas as músicas podem ser tocadas no piano. 
Vi um teclado no seu instagram, a fonte da criação melódica! Qual é o modelo e como é a sua interação com as teclas?
BRVNKS: Então, na verdade o teclado tá longe de ser a fonte da criação melódica. Eu sempre fiz tudo num violão velho, não sou tão boa assim no teclado, só arranho algumas coisas porque fico meio sem tempo de aprender. É um casio ca-100 velhaço, dá pra achar no mercado livre baratinho. 

Agridocecereja: Harry foi a sua primeira música que ouvi, e lembro de ter pensado ‘’essa música da Avways eu não conhecia’’ , então fui olhar o nome no spotify e estranhei, pois nunca havia visto um cantor chamado BRVNKS. Até que ponto você se vigia para que a inspiração não se torne uma reprodução? Ou você simplesmente cria sem compromissos?
BRVNKS: Não acho que tenha como virar uma reprodução não, acaba soando parecido por ser uma influencia, mas é uma hora ou outra. Não tem como fugir muito disso, eu faço sem pensar nessas coisas. Não fico ouvindo as bandas enquanto faço.

Agridocecereja: ‘LANCHES’ basicamente trolla a gente, porque na verdade ele é apenas um tira gosto! O que está por vir hein? Podemos ficar na espera pelo prato principal?
BRVNKS: Já estamos com músicas novas no ensaio, e começamos os shows em julho! Tem mais EP pra sair aí depois disso!

   

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