ABRA, raízes negra e R&B

19.10.16
A "duquesa darkwave" como é chamada por alguns blogueiros na web, é uma cantora e compositora sombria, que mistura o wave e o R&B criando batidas novas e diferentes. Com o R lento & o B que se desvia os sons mais lisos como os de artistas comerciais do gênero, ela acaba por moldar uma sonoridade própria. Nascida em Nova York e criada em Londres, mais tarde mudou-se para perto de Atlanta na Georgia, situação que a fez sentir-se deslocada. Quando ela tinha oito anos o sentimento de deslocamento serviu como fonte de inspiração para suas composições.

Abra foi criada por pais cristãos rigorosos. E aos 14 anos ela começou a tocar guitarra. Mais tarde, em sua adolescência, ela começou a postar suas canções acústicas de canções de rap no YouTube, levando-a a ser descoberta pela pela Awful Records.

O seu primeiro EP, BLQ Velvet, foi lançado em 2015. Seu segundo EP, PRINCESA foi lançado em 15 de julho de 2016. E foi o seu primeiro lançamento em uma grande gravadora. A canção "Fruit" do álbum Rose é destaque como uma das melhores músicas de R&B de 2016.

Abra irradia uma confiança invejável, possui um jeito de menina negra despreocupada. Lembre-se, despreocupado não significa descuidado. Ela simplesmente faz, se veste, e diz exatamente o que ela quer. Ela atribuí grande importância a sua representação e protege o seu nome real com garras. Sua imagem traz a luta de uma menina negra e é uma luta muito específica de ser negro, mas não de uma forma clara que as pessoas pensam. É sobre a escuridão convencional e sempre ter a sua negritude e identidade. 

Hoje, Abra é essencialmente auto-suficiente: ela escreve e produz toda a sua música. Seu novo "estúdio" não é exatamente mais sofisticado: é um cesto de roupa suja com um laptop e USB mic, localizado no quarto de seu próprio apartamento Midtown Atlanta. A configuração acidentada é tanto uma declaração sobre a acessibilidade, pois é simplesmente uma zona de conforto. Quando se tornou tão fácil produzir o próprio material? Mas esse lance independente é o que dá gosto as coisas. 

As melodias cruas da Abra soam mais como "sinceras" do que "amadoras". Suas letras e a estética têm sido distribuído em partes iguais: temperamental e vulnerável. 

É corajoso para ser imperfeito publicamente ao mesmo tempo, ficar comprometido com a evolução. Abra existe nesse ponto doce onde oversharing, o excesso de informação, encoraja a internet a torna-se produtiva. Abra encontrou a liberdade para criar, sem a pressão adicional. 

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