10.1.18

The End of The Fxxxing World




Em um formato divertido com apenas uma temporada e oito episódios com vinte minutos de duração cada, The End of the F***ing World é a melhor série que você pode escolher para começar o ano.
A série é um sucesso graças aos dois principais desempenhos de liderança das estrelas britânicas Alex Lawther (que já atuou em Black Mirror) e Jessica Barden (atuou em seis episódios em Penny Dreadful).  É uma série de televisão britânica absurdista dramática de humor negro, baseada na série de quadrinhos The End of the Fucking World de Charles S. Forsman. Estreou no Channel 4 e All 4 no Reino Unido em 24 de outubro de 2017 e foi lançada exclusivamente pela Netflix internacionalmente em 5 de janeiro de 2018 então apesar da série apresentar esse clima novo e encher a web de imagens com trechos dos episódios, para os britânicos já é coisa do passado.



James e Alyssa podem parecer demasiadamente irritantes e para alguns, a boca suja pode ser desagradável mas Lawther e Barden são tão envolventes que sua história de amor disfuncional traz uma quantidade surpreendente de peso emocional. Você vai amar odiar a Alyssa e detestar James as vezes por não ter matado ela. 

A série não faz rodeios, é dinâmica e a personalidade forte dos personagens principais são o gancho para que a história se desenvolva envolvente - "Eu sou James, tenho 17 anos e tenho certeza de que sou psicopata" - ao seu final ambíguo que o deixa aberto para uma segunda temporada. Não é para o coração fraco (especialmente se você tem um problema com palavrões).


Um detalhe interessante é que ao contrário de muitas produções que usam filtros de vídeo para mostrar que a ação na tela é um flashback, essa série coloca o flashback na proporção de aspecto 4: 3 que era padrão para a TV até a tela ampla entrar na década de 2000.

A fotografia é maravilhosa, nada muito elaborado, só o básico, no entanto lindo e notável. Vejo o vermelho como cor de destaque em algumas cenas assim como a posição da dupla de infratores perante a câmera sempre horizontalmente, lado a lado, de forma comparativa e bonita. Dois seres distintos e únicos juntos numa aventura, poderia ser melhor?



Além da fotografia a trilha sonora que traz de volta canções do anos 60, algo que a primeira ista pode soar estranho mas se encaixa perfeitamente bem, criando uma atmosfera original apesar do storyboard não ser pioneiro. Você termina de assistir mas as canções ficam em você. 



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